‘’Quando chegar ao fim da muralha, reconhecerá quem de fato você é. Não se compare, ao menos se misture. Provando que é boa no que faz, seu futuro estará guardado em honra pela sua nação.’’

CHINA, Fucheu.

14日,星期四。

Jiao Kueng morava com seus avós durante o percurso de sua infância até a tão aclamada adolescência, cuja foi a pior parte considerável de sua vida. O maior motivo de sua mágoa fora a perda de seu pai em uma das mais cruéis guerras da China, mesmo que seus avós ocupassem um lugar essencial em seu peito.

Aos seus quinze anos de idade, já praticava ninjutsu com seu avô, como uma forma de lidar com a tão hostil realidade daquela sangrenta década. Tamanha flexibilidade exercida com o tempo, o corpo de Jiao encontrava-se adepto contra qualquer ataque frenético, de reflexo, tendo um aprendizado cicatrizado com sabedoria, ou dor profunda.

Num dia calmo em Taiyuan, tomando chá verde na companhia de seu ancestral, numa manhã estranhamente complexa, sublinhada de nuvens cor creme e céu cerúleo, admirava com quietação a paisagem, que até o momento, não havia opressão. Pensamentos contraditórios, talvez limpos; o mal estava para acontecer, pois havia paz em seu coração.

Com o acometo inesperado por ambos ali, guardas do exército chinês reconheciam a história parcial da garota, logo sendo comparada com todos os talões de palavras ofensivas. Foi arrancada à força pelos homens, enquanto gritava de dor pela agressão bruta proposta em seus músculos tampouco rigorosos em massa. Seu avô já completamente ofegante, estava com uma arma voltada ao seu pescoço, quase dilacerando-o. Foi questionado a respeito à sua criada. Logo após dar-lhes a resposta, o eco do tiro se fez presente na cabeça de Jiao.

Eles, o governo, sabiam que ela seria a arma perfeita para um futuro projeto, uma elite nova com forças imbatíveis. O que menos esperavam era sua reação para com os demais, colocando em prática todo o seu aprendizado. Aquilo não foi suficiente para colocar um fim na perseguição. O superior conseguiu rasgar toda sua coragem. Agora, ela era arrastada inconsciente com o rosto marcado de lágrimas quais transbordavam sentimento de culpa. A luta foi perdida.

De seus dezoito anos até seus vinte e um, quatro anos de sua vida treinando em dias árduos ensolarados, com dores ferventes. Usufruiu de todo o conhecimento que sugou de seu, agora, falecido avô. Essa era uma nova fase, que com novas experiências, – se é que poderia este termo usar – reconheceu o desafio de viver intensamente com as feridas do passado.

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